Corrupção. Todos pagamos.
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"Em 2006, as exportações de petróleo e minerais de África equivaleram aproximadamente a $249 biliões, cerca de seis vezes o valor da ajuda internacional. Se usada correctamente, esta enorme transferência de riqueza poderia ser uma excelente oportunidade para tirar da pobreza muitos dos cidadãos mais desprovidos do mundo. No entanto, em muitos países ricos em matérias-primas, a corrupção no sector dos recursos naturais tem provocado conflitos, abusos de direitos humanos e o agravamento da iniquidade e da pobreza".

Global Witness

Petição:

Como cidadão da União Europeia (UE), solicito que a Comissão Europeia e os Estados-Membros proponham legislação e avancem com mecanismos para lutar contra a corrupção em geral e, em particular, nas relações da UE com países terceiros.
Nome   País  
E-mail     6648 pessoas já assinaram
Austria 29Belgium 133Bulgaria 22Cyprus 17Czech Republic 82Denmark 21Estonia 9Finland 24France 1390Germany 131Greece 14Hungary 78Ireland 79Italy 117
Latvia 28Lithuania 66Luxembourg 11Malta 22Netherlands 50Poland 32Portugal 3689Romania 50Slovakia 48Slovenia 34Spain 87Sweden 34United Kingdom 150Other Countries 201

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A corrupção, como definida pelas Nações Unidas e endossada pela União Europeia, é o "abuso de poder para ganho privado". A UE estabeleceu vários instrumentos para lutar contra a corrupção. Contudo, estes instrumentos têm por objectivo proteger os seus interesses financeiros. É agora tempo de criar meios para lutar contra a corrupção de forma geral e, em particular, nas relações da UE com países terceiros.

A corrupção em grande escala, levada a cabo por funcionários governamentais, retira aos países em vias de desenvolvimento biliões de dólares por ano. Este dinheiro deveria ser investido na criação de melhores condições de vida para os cidadãos mais pobres desses países. Os montantes provenientes do saque do Estado nos países ricos em recursos naturais podem alegadamente chegar a equivaler aos montantes da dívida nacional, com fundos muitas vezes transferidos para contas bancárias no estrangeiro, frequentemente na Europa. Aqueles que roubam dinheiro ao Estado, frequentemente gastam esse dinheiro na Europa, onde gozam um estilo de vida luxurioso. Isto tem que parar. Mais do que um mero crime económico, a corrupção em grande escala corrói a capacidade de alguns Estados para garantir os serviços básicos às suas populações, incluindo o direito a alimentação, habitação bem como cuidados de saúde e educação.